A imagem mostra uma mãe trocando a fralda de seu bebê.

Meu filho tem fimose, o que fazer nesse caso?

A fimose é um diagnóstico que costuma encher de dúvidas a cabeça dos pais e mães de meninos.

A imagem mostra uma mãe trocando a fralda de seu bebê.

Esse é uma condição bem mais comum do que se imagina, ao final do primeiro ano de vida 50% dos meninos apresentam fimose. Vamos nesse nosso post inaugural tentar responder algumas dessas dúvidas. Vou aqui colocar as perguntas mais frequentes que ouço no consultório. Espero que vocês gostem. Vamos lá:

O que é fimose?

A fimose é a incapacidade de retrair a pele (prepúcio) expondo a cabeça do pênis (glande) devido à presença de um anel de pele mais fechado que o esperado. Classificamos a fimose em fisiológica, aquela que é presente desde o nascimento e que geralmente resolve com o tempo, e patológica, aquela que aparece em qualquer idade é causada por algum processo inflamatório ou traumático, formando uma verdadeira cicatriz no prepúcio. Uma confusão frequente que vejo é achar que a simples aderência da pele na glande é fimose, na verdade essa aderência é extremamente comum e se resolve com o tempo.

Devo me preocupar com a fimose?

 Num primeiro momento não, na maioria das vezes a fimose vai se resolver sozinha e não vai trazer nenhum tipo de problema. O tratamento precoce da fimose só é necessário se a criança apresentar infecções da glande, chamadas de balanopostites, de repetição ou se apresentar infecções urinárias de repetição.

Devo realizar “massagem” para abrir a fimose?

Essa é uma recomendação que muitas vezes algum familiar, ou até alguns pediatras, acabam fazendo. Na verdade a “massagem”, que consiste em puxar a pele manualmente para abrir a fimose, não é indicada, pelo fato de que muitas vezes essa tração pode causar lesões na pele que acabam cicatrizando, transformando uma fimose fisiológica em patológica, que é mais difícil de tratar.

O tratamento da fimose é sempre com cirurgia?

Não. A fimose fisiológica pode ser tratada com pomadas que contenham um medicamento chamado corticóide. Esse medicamento está presente nessas pomadas numa concentração baixa, o que permite que seja usado com segurança, não ocasionando efeitos colaterais e nem absorção sistêmica. Já a fimose patológica deve sempre ser operada.

A cirurgia de fimose não deve ser sempre realizada para prevenir doenças?

Alguns trabalhos científicos mostraram que homens que realizaram a postectomia (cirurgia que remove o excesso de pele do prepúcio) têm uma chance menor de contrair algumas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e até mesmo de desenvolver câncer de pênis. Porém esse efeito protetor na verdade não é devido à cirurgia e sim à higiene adequada do pênis. Portanto, a higiene do pênis é o que protege contra essas doenças e não a cirurgia.

Dr. Rodrigo Freddi

Urologista em São Paulo desde 2012, graduado e pós-graduado pela USP com especializações internacionais no Memorial Sloan Kettering e em Harvard. Membro da SBU e ex-preceptor do HC-FMUSP, oferece atendimento exclusivo e focado na individualidade de cada paciente.

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