Imagem ilustra um homem com dor no testículo

Câncer de testículo tem cura? Conheça as formas de tratamento

O câncer de testículo é um tumor maligno que afeta homens jovens. Ele tem tratamento, e neste artigo você vai descobrir se existe cura para a doença. Confira.

O câncer de testículo é considerado um tumor raro que acomete, principalmente, homens mais jovens em idade reprodutiva. Existem opções de tratamento, como a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia, e as chances de cura são muito altas.

O câncer de testículo é um tipo de tumor maligno que se desenvolve nos homens que estão no auge da vida reprodutiva. Ele costuma ser predominante na faixa etária dos 20 aos 34 anos e, por isso, provoca prejuízos para a qualidade de vida do homem de um modo geral.

Esse é um tipo mais raro de câncer que está associado a diversos fatores de risco, como problemas no desenvolvimento dos testículos, uso recreativo de maconha e histórico familiar da doença.

De toda forma, ela tem tratamento, e é sobre isso que nós vamos conversar neste artigo. Continue lendo para entender como o câncer de testículo é tratado e descubra se é possível obter a cura da doença.

Existe cura para câncer de testículo?

Os testículos são órgãos muito sensíveis, por isso, o desenvolvimento de um câncer nessa região tende a causar um impacto psicológico grande no homem que recebe o diagnóstico. Mas os avanços da medicina permitem fazer o tratamento da doença de uma forma muito eficaz.

As chances de cura do câncer de testículo são muito altas. Quando descoberto em suas fases iniciais, mais de 95% dos casos podem ser curados. Além disso, existem diversas opções de terapias para atender a necessidade de cada paciente, incluindo casos avançados e com metástase.

Contudo, o ideal é ter atenção aos possíveis sintomas do câncer de testículo para procurar a ajuda de um urologista o quanto antes, obter o diagnóstico preciso e dar início ao tratamento mais adequado par aumentar as chances de cura.

Quais sintomas podem indicar um câncer de testículo?

Esse tipo de câncer se manifesta em apenas um dos testículos. O primeiro sinal da doença é a formação de um caroço pequeno, duro e que não provoca dor. Mas existem ainda outras manifestações.

É possível perceber uma alteração no tamanho do testículo, que pode ficar maior ou menor. A forma e a textura também podem sofrer alterações. O testículo fica endurecido, há sensação de peso nos testículos, o homem pode sentir uma dor difusa na parte mais baixa do abdômen, perceber a presença de sangue na urina e ainda ter sensibilidade nos mamilos.

É importante ressaltar que a dor nos testículos não costuma ser um sintoma característico de câncer. Como dito, geralmente a doença é indolor. As manifestações dolorosas no órgão podem estar relacionadas a outros problemas, como inflamações ou a varicocele.

Como é feito o tratamento do câncer de testículo?

O protocolo de tratamento do câncer de testículo depende do estágio do tumor. Ele é classificado de 0 a III, sendo o número três o mais grave. Como padrão, a primeira técnica adotada é a cirurgia. Ela é feita com o objetivo de retirar o testículo acometido pela doença.

O testículo restante é capaz de suprir as funções reprodutivas, sexuais e hormonais do homem. Por isso, não há grandes prejuízos para a sua qualidade de vida. Mas alguns pacientes podem apresentar alterações na fertilidade. Para aqueles que desejam ter filhos, existem alternativas para iniciar uma gestação, como a fertilização assistida.

Também podem ser adotadas as técnicas de quimioterapia e radioterapia, em casos mais avançados ou em que há metástase. Mesmo assim, as taxas de cura são elevadas.

Não existe uma recomendação específica para fazer a prevenção do câncer de testículo. Logo, é fundamental que o homem conheça o seu próprio corpo e, ao notar qualquer alteração, deve procurar um médico urologista para fazer exames mais aprofundados e monitorar a sua saúde.

Dr. Rodrigo Freddi

Urologista em São Paulo desde 2012, graduado e pós-graduado pela USP com especializações internacionais no Memorial Sloan Kettering e em Harvard. Membro da SBU e ex-preceptor do HC-FMUSP, oferece atendimento exclusivo e focado na individualidade de cada paciente.

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