A doença de Peyronie se desenvolve a partir da formação de tecido fibroso quando o pênis sofre traumas ou micro traumas. Seu tratamento pode ser feito por meio de medicamentos, durante a fase inflamatória do problema, ou corrigido com cirurgia, quando a fibrose já está instalada.

O pênis é um órgão que também pode sofrer lesões, e não estamos falando apenas daquelas que se manifestam na pele. Os tecidos internos podem ser lesionados, com risco de levar a problemas com a doença de Peyronie.
Esse problema, quando não tratado, tende a evoluir com o passar do tempo, comprometendo a vida sexual do homem. Por isso, é muito importante que os seus primeiros sinais sejam identificados para que se possa buscar ajuda especializada e interromper a evolução da doença.
Quer saber mais sobre o assunto? Continue lendo para entender as causas da doença de Peyronie e suas opções de tratamento.
O que causa a doença de Peyronie?
A doença de Peyronie se desenvolve em consequência de micro traumas ou traumas que ocorrem no pênis durante as relações sexuais. Essas lesões cicatrizam e formam um tecido fibroso, com menos elasticidade do que o restante do tecido do pênis. Como resultado dessa cicatriz, com o passar do tempo, o órgão fica deformado.
O que caracteriza a doença de Peyronie é a curvatura peniana que, em casos extremos, pode fazer com que o pênis tenha o formato de L. Essa tortuosidade é percebida somente durante a ereção e pode dificultar bastante as relações sexuais ou impossibilitá-las, além de causar dor. Existem diversos fatores que podem causar a doença de Peyronie, como você pode ver a seguir.
Problemas de ereção
Os traumas que o pênis sofre e que favorecem a doença de Peyronie costumam ser provocados por problemas durante a ereção. Isso dificulta a penetração e pode fazer com que o pênis escape, em especial quando o homem não está no controle da situação.
O avanço da idade pode favorecer os problemas de ereção devido a problemas hormonais ou no fluxo sanguíneo para o pênis. Porém, homens mais jovens também podem enfrentar dificuldades de ereção. A má qualidade dela leva à ocorrência dos traumas, causando a fibrose e a deformidade.
Diabetes
O diabetes compromete os vasos sanguíneos devido à alta taxa de glicose no sangue. O pênis precisa de sangue para se manter ereto, mas essa doença pode atrapalhar o processo de ereção, fazendo com que ela tenha uma má qualidade e aumentando a suscetibilidade para os traumas. Além disso, o diabetes pode danificar os nervos responsáveis pela sensibilidade na região genital do homem, e isso também atrapalha a ereção.
Fatores genéticos
Existe uma condição chamada Curvatura Peniana Congênita, ou Pênis Curvo do Jovem. Nesse caso, desde o nascimento, o tecido apresenta uma elasticidade diferente. Quando o garoto alcança a puberdade, é possível perceber a tortuosidade.
Essa característica não costuma trazer problemas para o desenvolvimento e a vida sexual do rapaz, e nem sempre precisa de tratamento. Porém, na hora do sexo, é preciso ter um cuidado a mais porque essa curvatura natural pode favorecer a ocorrência de traumas.
Quais os principais sintomas da doença?
A doença de Peyronie se manifesta em duas fases. A primeira é a inflamatória, conhecida como fase aguda, em que ocorre dor durante a ereção ou o ato sexual e é possível perceber a formação de nódulos ou placas no pênis. Nessa fase, ainda não aconteceu a completa cicatrização das lesões.
A segunda fase é chamada de fibrose, cicatricial ou fase crônica. Nela, a placa de tecido fibroso já se estabilizou e a deformidade está estável.
- Curvatura peniana anormal durante a ereção
- Placas ou nódulos palpáveis no pênis
- Dor durante a ereção ou durante relações sexuais
- Diminuição da qualidade da ereção
- Dificuldade em manter a ereção
Esses são os principais sintomas da doença de Peyronie. Esses sintomas podem afetar a vida sexual e causar desconforto, sendo importante buscar orientação médica para o diagnóstico e tratamento adequados. O tratamento é realizado de acordo com a fase da doença.
Qual é o tratamento para a doença de Peyronie?
Procedimentos clínicos
Os procedimentos clínicos surtem um bom efeito durante a fase inflamatória da doença de Peyronie. Podem ser receitados medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, além de substâncias que aumentem a circulação sanguínea no pênis, com o intuito de estabilizar a evolução da deformidade.
Esses medicamentos podem ser orais ou na apresentação de pomadas em gel e até mesmo injetáveis. Mas após o uso desses medicamentos será feita uma nova avaliação do paciente para verificar se a doença de Peyronie prejudicou a funcionalidade do pênis.
Cirurgia
O procedimento cirúrgico é feito nos pacientes que se encontram na fase cicatricial da doença de Peyronie. Nesse caso, os medicamentos já não surtem mais efeito, então, é feita a cirurgia para corrigir a curvatura acentuada. Durante a mesma cirurgia, pode ser feito o implante de uma prótese peniana para auxiliar o homem em sua vida sexual.
Quanto antes a doença de Peyronie for diagnosticada, mais fácil será o seu tratamento, com menos risco de comprometimento da funcionalidade do pênis. Logo, é muito importante observar os sintomas do problema, como nódulos, caroços, dor durante a ereção, afinamento do pênis, diminuição do pênis e a formação de curvatura, para buscar ajuda médica.