A imagem mostra a ilustração de uma próstata.

Hiperplasia Prostática Benigna: o que pode causar o problema?

A hiperplasia prostática benigna é um tumor não-canceroso que acomete homens a partir dos 50 anos de idade. Saiba quais são as causas do problema!

A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é conhecida como o aumento benigno da próstata, muito comum em pessoas do sexo masculino com mais de 50 anos de idade.

Quer saber o que pode causar o problema e qual seria a melhor forma de tratá-lo? Acompanhe o conteúdo a seguir!

O que é a Hiperplasia Prostática Benigna?

A hiperplasia prostática benigna é um tumor não-canceroso que, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), acomete aproximadamente 50% dos homens em uma faixa de idade entre 50 e 80 anos.

Embora até os 45 anos o tamanho da próstata seja equivalente ao de uma noz, a partir do momento em que o organismo masculino envelhece, essa glândula pode chegar ao tamanho de uma bola de tênis, por exemplo.

Esse é um aumento que acontece de maneira lenta e gradual e por conta disso, muitos homens não sabem que desenvolveram o problema até que a glândula apresente um crescimento considerável e provoque sintomas.

Mas, a hiperplasia não possui chances de evolução, ou seja, não se torna um câncer de próstata. Ainda assim, mesmo não sendo maligno, o problema pode acabar afetando a qualidade de vida dos homens. Por isso, deve receber o tratamento adequado, para que não existam complicações. 

Quais são as causas da Hiperplasia Prostática Benigna?

As causas da hiperplasia prostática benigna ainda não foram esclarecidas, porém, pode ser provocada pelo crescimento da glândula, conforme dissemos, devido às alterações hormonais decorrentes do envelhecimento natural masculino.

Alguns outros fatores também podem ser considerados e ajudam a aumentar o risco de o homem desenvolver esse tipo de problema, entre eles:

  • Histórico familiar de doenças relacionadas com a próstata;
  • Doenças cardíacas ou diabetes;
  • Ter acima de 50 anos de idade;
  • Má alimentação e sedentarismo.

Quando falamos em sedentarismo, vale ressaltar que homens com excesso de peso possuem um risco ainda maior de desenvolver hiperplasia. Portanto, a prática de exercícios físicos é uma excelente forma de prevenção.

E os sintomas, quais são?

Os sintomas costumam aparecer após os 50 anos e tendem a se agravar com o passar do tempo e o aumento da glândula. Geralmente, os sinais que indicam a hiperplasia são: 

  • Jato de urina mais fraco;
  • Acordar à noite, com frequência, para urinar;
  • Vontade urgente de urinar;
  • Dificuldade para urinar;
  • Sensação de bexiga cheia.

Alguns homens com hiperplasia apresentam os sintomas de forma amena, conseguindo conviver com o problema sem que sua qualidade de vida sofra alterações.

Como funciona o tratamento de Hiperplasia Prostática Benigna?

O tratamento pode variar de acordo com a idade do paciente, sintomas e o tamanho da próstata naquele momento. A melhor maneira de tratar a hiperplasia deve ser discutida com o médico urologista.

O tratamento por meio de medicamentos é a primeira opção e muito indicado em casos mais leves. Para essa condição, podem ser receitadas algumas medicações como bloqueadores alfa para relaxar as fibras da próstata e facilitar a saída da urina.

Além dos Inibidores da 5-alfa-redutase, para reduzir o tamanho da glândula e amenizar as alterações hormonais.

No caso de pacientes que apresentam sintomas moderados ou um pouco mais agressivos, ou quando o tratamento com medicamentos não apresentou o resultado esperado, são indicadas terapias minimamente invasivas.

Por fim, o tratamento cirúrgico, que também é indicado em casos onde o medicamento não apresentou resultados eficazes. A cirurgia pode ser realizada por meio de ressecção transuretral da próstata (RTUP) ou Prostatectomia robótica.

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Dr. Rodrigo Freddi

Urologista em São Paulo desde 2012, graduado e pós-graduado pela USP com especializações internacionais no Memorial Sloan Kettering e em Harvard. Membro da SBU e ex-preceptor do HC-FMUSP, oferece atendimento exclusivo e focado na individualidade de cada paciente.

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