a imagem ilustra um homem grisalho deitado em uma cama com lençóis e travesseiro branco com as mãos em cima da barriga

Prostatectomia: quais os cuidados após a cirurgia de próstata?

Prostatectomia é a cirurgia que visa a remoção completa da próstata e tecidos como as vesículas seminais. Entenda como funciona e quais os cuidados pós-cirúrgicos!

Sabemos que o câncer de próstata é uma doença muito comum em homens a partir dos 50 anos de idade e sua principal forma de tratamento é a cirurgia, conhecida como Prostatectomia. 

Mas, como funciona esse procedimento e quais os cuidados a serem tomados para ter uma recuperação saudável? Descubra no post a seguir! 

Prostatectomia: o que é?

Prostatectomia ou prostatectomia radical é uma cirurgia que visa a remoção completa da próstata e tecidos à sua volta, incluindo as vesículas seminais. Geralmente, o procedimento é realizado quando o tumor ainda não se encontra em estágio avançado. 

O objetivo da remoção da glândula é eliminar o tumor e fazer com que a doença não evolua e não atinja outros órgãos. Vale ressaltar que, mesmo a cirurgia aberta (convencional) sendo a mais tradicional, existem outros tipos de prostatectomia que vamos destacar abaixo.

Quais os tipos de prostatectomia?

Conforme dissemos, a prostatectomia pode ser realizada de formas diferentes, porém, todas apresentam a mesma finalidade, ou seja, a retirada da glândula. Assim sendo, a cirurgia pode ser feita por via laparoscópica, perineal, retropúbica ou robótica. 

Prostatectomia laparoscópica

Na técnica laparoscópica são realizadas pequenas incisões no abdômen do paciente, por onde são inseridos os instrumentos cirúrgicos e uma câmera de vídeo, que permite a visualização interna. 

Quando essa cirurgia é realizada, o paciente se recupera mais rápido, pois existe uma incidência menor de sangramento e dores. 

Prostatectomia Perineal

Por sua vez, na técnica perineal é feita uma incisão entre o ânus e o escroto, isto é, o períneo do paciente. Mas, essa é uma das técnicas menos utilizadas, pois existe um risco maior de atingir os nervos que são os responsáveis pela ereção, algo que pode provocar a disfunção erétil do homem.

Prostatectomia retropúbica

Procedimento realizado por meio de anestesia geral, raquidiana ou peridural com sedação. É feita uma pequena incisão na parte inferior do abdômen, mais precisamente do umbigo até a região pública. 

Prostatectomia via robótica

Podemos dizer que essa é uma evolução da videolaparoscopia. O sistema robótico permite o uso de instrumentos com movimentos amplos e uma imagem tridimensional. É uma técnica com menos chances de sangramento e menor tempo de recuperação.  

Também podemos citar a técnica de ressecção transuretral da próstata, que é realizada em casos de hiperplasia benigna ou quando o paciente foi diagnosticado com câncer, mas não pode ser submetido à prostatectomia.

Fiz prostatectomia, quais os cuidados necessários?

Considerando que as vias urinárias inflamam após a cirurgia, o paciente deve manter uma sonda urinária entre a uretra e a bexiga. É uma espécie de tubo que ajuda a conduzir a passagem da urina da bexiga até uma bolsa. 

Essa sonda deve permanecer por até 10 dias. Alguns pacientes chegam a apresentar sintomas de incontinência urinária após a remoção da próstata. Porém, os mesmos vão desaparecendo conforme o tempo de recuperação. 

Além disso, é importante continuar com o acompanhamento médico e manter repouso nos primeiros 30 dias após o procedimento. Exercícios físicos devem ser evitados, assim como carregar objetos pesados. O paciente deve se movimentar levemente e se alimentar adequadamente, de maneira saudável.

Caso a técnica utilizada tenha sido a videolaparoscopia ou robótica, o paciente tende a sentir menos dores e a recuperação é mais rápida. E se for necessário, os médicos indicam sessões de quimioterapia, hormonioterapia ou radioterapia para eliminar resquícios de células malignas.

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Dr. Rodrigo Freddi

Urologista em São Paulo desde 2012, graduado e pós-graduado pela USP com especializações internacionais no Memorial Sloan Kettering e em Harvard. Membro da SBU e ex-preceptor do HC-FMUSP, oferece atendimento exclusivo e focado na individualidade de cada paciente.

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