A imagem mostra a ilustração de vários nódulos na região da bexiga.

Conheça os tipos de Câncer de Bexiga

O câncer de bexiga tem início nas células do interior do órgão, sendo considerada uma doença silenciosa, mas que pode evoluir a partir da sua fase inicial. ENTENDA!

O câncer de bexiga tem início nas células que revestem o interior deste órgão. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são quase 10 mil novos casos desta doença a cada ano. Calcula-se ainda que aproximadamente 25% das pessoas que possuem a doença podem vir a ter um segundo tumor, em outro local do sistema urinário. 

Nos homens, a bexiga situa-se na parte inferior do abdômen, à frente do reto, tendo a parede formada por três camadas de tecido: a camada mucosa, a camada muscular (fibras de músculo liso), e a camada adventícia, que recobre a parte externa existente. Conheça quais são os tipos de câncer na bexiga!

Tipos de Câncer de Bexiga

Existem três tipos de câncer de bexiga que são classificados de acordo com as células que sofreram alterações, e que levaram ao câncer:

Carcinoma de células de transição

Representa os casos mais comuns, que começam nas células interiores da bexiga.

Carcinoma de células escamosas

Afeta células delgadas e planas após infecções ou irritações.

Adenocarcinoma

Começa nas células glandulares (células de secreção), e se formam na bexiga após um longo período de irritação ou inflamação.

Sintomas

O câncer de bexiga é considerado como uma doença silenciosa, que evolui a partir de sua fase inicial, porém, não apresenta sintomas definidos. Mesmo sendo assintomático, durante sua evolução pode haver alguns sinais, tais como:

Hematúria: A hematúria é o sangue na urina, sintoma que está presente em 90% dos pacientes que apresentam o problema. É causado pelo rompimento dos vasos sanguíneos do interior do tumor.

Irritação na bexiga: A irritação, geralmente, é manifestada pela sensação de ardor e vontade incontrolável de urinar. Isso acontece em 20% a 30% dos casos, aproximadamente.

Dores pélvicas: Dores que se manifestam em casos mais avançados, e acompanham inchaço nas pernas e dor óssea.

Perda de apetite: Na fase metastática, a perda de apetite é acompanhada por perda de peso, cansaço e anemia.

É importante lembrar que o sangue expelido junto com a urina não significa, necessariamente, um câncer de bexiga, pois este também é um sintoma de pedra nos rins e infecção. Caberá ao médico avaliar e conceder o diagnóstico correto.

Diagnóstico

O paciente deve, primeiramente, passar o seu histórico clínico completo para o especialista. Logo após, é realizado um exame físico para uma avaliação da região abdominal. Além deste, outros exames serão realizados

  • Biópsia da bexiga;
  • Cistoscopia (examina a parte interior da bexiga com uma câmera);
  • Exames de urina;
  • Citologia urinária;
  • Tomografia pélvica.

Tratamento e Prevenção

A indicação do tratamento do câncer de bexiga dependerá muito da gravidade dos sintomas que o paciente apresenta, bem como sua saúde geral.         

Quando a doença está em estágio inicial, pode ser indicada uma cirurgia de remoção do tumor, sem que seja necessário remover a bexiga. A cirurgia acompanhará quimioterapia ou imunoterapia

Se estiver em estágio avançado, poderão ser feitas cirurgias para a remoção de uma parte da bexiga, ou para a retirada completa, a chamada cistectomia radical. Se a bexiga for removida, existe a necessidade de reconstruí-la para que exista a possibilidade de armazenar e eliminar a urina.

A quimioterapia consiste no uso de medicamentos específicos capazes de eliminar as células cancerígenas, principalmente as que ainda podem estar circulando no organismo, e que podem dar origem a novos tumores.

E o tratamento com radioterapia inclui o uso de radiação. Essa radiação será a responsável por destruir as células cancerígenas, e pode ser uma boa opção em casos onde a cirurgia é contraindicada.  

Mesmo sem existir nenhuma forma de evitar o câncer de bexiga, algumas atitudes podem reduzir os riscos de desenvolvimento da doença, como manter uma dieta equilibrada, beber mais água, manter uma rotina de atividades físicas, não se expor a produtos químicos e, caso seja fumante, eliminar o vício no cigarro.     

Dr. Rodrigo Freddi

Urologista em São Paulo desde 2012, graduado e pós-graduado pela USP com especializações internacionais no Memorial Sloan Kettering e em Harvard. Membro da SBU e ex-preceptor do HC-FMUSP, oferece atendimento exclusivo e focado na individualidade de cada paciente.

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