A imagem mostra a ilustração de um rim com um tumor em destaque

Tumores da Adrenal: tratamento e prevenção

Os tumores da adrenal possuem a origem no córtex da glândula adrenal, ou suprarrenal, que causam dores no tórax, perda de peso, fadiga, etc. CONFIRA.     

Os tumores da adrenal têm origem no córtex da glândula adrenal, chamada também de suprarrenal. Anatomicamente, as glândulas adrenais estão localizadas na extremidade superior dos rins, sendo separadas por cápsulas fibrosas. 

Essas glândulas são componentes do sistema endócrino, e cada uma delas possui em torno de cinco centímetros de diâmetro, dividida em duas partes: a região cortical (bem mais externa), a região medular (revestida totalmente pelo córtex), que apresentam características, propriedades e neoplasias diferentes.

Ao contrário do tumor no rim, na maioria das vezes, os tumores da adrenal são benignos e contém uma série de hormônios, entre eles o mais conhecido é a adrenalina.

Confira quais são as medidas de tratamento e prevenção para tumores na adrenal!

Sintomas de Tumores da Adrenal

Os sintomas, geralmente, são causados por conta dos hormônios produzidos pelo tumor, ou também pela pressão que ele pode exercer sobre os outros órgãos, conforme seu desenvolvimento. 

Os sinais mais comuns da doença são: dores no tórax (50%), perda de peso (15%), hematúria (7%), fadiga (25%), e febre (7%). Também pode ser que ocorra o aumento de cortisol, relativamente apresentado em 70% dos casos, que proporciona acne e a perda de peso dos membros, apesar do acúmulo de gordura abdominal.

Pode ocorrer ainda a produção de aldosterona, que será responsável pela reabsorção de sódio e excreção de potássio, causando hipertensão arterial sistêmica e hipocalemia, levando a uma arritmia. 

Diagnóstico do Tumor da Adrenal

Geralmente, são realizados exames de sangue e de urina, que são importantes para medir os níveis de hormônios, e assim diagnosticar o paciente de maneira correta. Esses exames são tão importantes quanto os exames de imagem. 

O tipo de exame dependerá dos sintomas do paciente, concluindo também quais são os sintomas associados a cada tipo de hormônio. Na maioria das vezes, o médico irá verificar esses níveis hormonais, até mesmo quando os sinais de elevação de um hormônio não aparecerem. 

Os exames para medir o nível de cortisol incluem sangue e urina. Caso o tumor suprarrenal esteja produzindo cortisol, o exame acusará um nível elevado deste hormônio. O nível de aldosterona também será medido, e caso ele esteja elevado, é porque o tumor se faz presente no local.

Tratamento do Tumor da Adrenal

Existem alguns tipos de tratamento para esta patologia, entre eles:

Cirurgia: A cirurgia de remoção da glândula suprarrenal é denominada como adrenalectomia, e conta com duas abordagens de remoção, sendo elas a cirurgia aberta e a laparoscópica. Caso o tumor já tenha se desenvolvido no rim, parte do órgão ou todo ele devem ser retirados. O principal objetivo da cirurgia é fazer com que os sintomas não voltem.

Radioterapia: Esse procedimento pode ser utilizado após a cirurgia, como um apoio. Utiliza feixes de alta energia, sendo responsável por eliminar as células cancerígenas, diminuindo o tumor. Mesmo sendo uma das formas de tratamento, a radioterapia não é considerada como a principal forma de tratar a doença, pois não é tão fácil destruir as células cancerígenas com radiação.    

Medicamentos: Geralmente, é indicado um medicamento chamado mitotano, que ajuda a bloquear a produção de hormônios na glândula adrenal, e também destrói as células cancerígenas. Mesmo quando não consegue reduzir o tumor, o medicamento é capaz de aliviar os sintomas. 

Prevenção do Tumor da Adrenal

Uma das melhores formas de prevenir a doença é manter uma vida saudável, se alimentar sempre bem, realizar atividades físicas diárias, e sempre que possível, garantir momentos de descanso.

E você, já conhecia o tratamento e sabia como prevenir os Tumores de Adrenal?

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Dr. Rodrigo Freddi

Urologista em São Paulo desde 2012, graduado e pós-graduado pela USP com especializações internacionais no Memorial Sloan Kettering e em Harvard. Membro da SBU e ex-preceptor do HC-FMUSP, oferece atendimento exclusivo e focado na individualidade de cada paciente.

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