a imagem ilustra um rim, as veias e a artéria, em cima do rim em vermelho, está a glândula adrenal

Feocromocitoma: você sabe o que é?

O feocromocitoma é um tumor raro que aparece na glândula adrenal e pode trazer ao paciente problemas como hipertensão e taquicardia. Nesse post iremos falar sobre o diagnóstico e tratamento da doença. Acompanhe!

O feocromocitoma é um tumor raro, que surge nas glândulas adrenais e que pode gerar no paciente uma síndrome adrenérgica.

No post de hoje iremos falar mais especificamente sobre o feocromocitoma da medula adrenal, quais os sintomas típicos e como é tratada a doença. Acompanhe!

O Feocromocitoma

O feocromocitoma, é um tipo de tumor raro, que pode aparecer em uma glândula pequena que fica em cima dos nossos rins, a glândula supra-renal, ou como também é conhecida glândula adrenal, e nós temos uma de cada lado, em cima de cada rim, essa glândula, ela tem basicamente duas regiões, uma chamada de córtex e uma chamada de medular, e em cada uma dessas regiões podem aparecer tipos específicos de tumor.

Hoje nós vamos falar especificamente, sobre o tipo de tumor que aparece na camada medular da adrenal, que é o feocromocitoma, ele tem esse nome, porque ele é originário das células chamadas cromafins da zona medular da adrenal,

Sintomas do Feocromocitoma

 Esse tumor, geralmente causa alguns sintomas bem típicos no paciente, que a gente chama de síndrome adrenérgica, a zona medular da adrenal, produz adrenalina e noradrenalina, então o paciente que tem esse tumor apresenta sintomas adrenérgicos, que são, taquicardia, palpitação, rubor facial, que faz com que o rosto fique vermelho e quente, dor de cabeça, uma hipertensão, que causa o aumento da pressão arterial e que é difícil de controlar, esses são alguns dos sintomas. 

Diagnóstico do Feocromocitoma

Quando o paciente chega até a gente com esses sintomas, tendo a suspeita, a gente tem que fazer exames, inicialmente são feitos exames de sangue e urina, e neles nós dosamos a quantidade dessas substâncias chamadas de catecolaminas e metanefrinas, substância que como já foram ditas, são produzidas pelo tumor na adrenal, caso os resultados venham aumentados, nós então analisamos as glândulas adrenais através de exames de imagem, como tomografia de abdômen ou ressonância magnética.

A grande maioria dos casos, 90% das vezes, os feocromocitomas estão nas glândulas adrenais, uma porcentagem pequena, menos de 10%, vai estar fora das adrenais, mas é importante a gente fazer uma avaliação por método de imagem para localizar os feocromocitomas.

Tratamento do Feocromocitoma

O tratamento inicial, é um tratamento clínico, onde a gente controla a pressão arterial desse paciente, como esse paciente vai estar em uma síndrome adrenérgica, a sua pressão vai estar muito alta, assim como a sua frequência cardíaca, e a gente precisa controlar isso, o paciente precisa estar bem, para aí seguirmos para o tratamento cirúrgico porque se não removermos o tumor, o feocromocitoma vai continuar produzindo essas substâncias.

No tratamento cirúrgico, a gente faz a remoção da glândula adrenal que está o feocromocitoma, essa remoção, inclusive, hoje em dia a gente faz através de métodos minimamente invasivos, que seria a cirurgia laparoscópica e a cirurgia robótica, onde por meio de furinhos no abdômen, a gente coloca uma câmera de vídeos e os instrumentos necessários para remover a glândula adrenal.

Após a remoção da glândula adrenal, na grande maioria das vezes o paciente vai estar curado do feocromocitoma, e vai até poder parar de usar as medicações para hipertensão e para o controle da frequência cardíaca.

Para saber mais sobre o feocromocitoma, sobre glândula adrenal, não deixe de conferir mais postagens no nosso blog e nas nossas redes sociais.

Dr. Rodrigo Freddi

Urologista em São Paulo desde 2012, graduado e pós-graduado pela USP com especializações internacionais no Memorial Sloan Kettering e em Harvard. Membro da SBU e ex-preceptor do HC-FMUSP, oferece atendimento exclusivo e focado na individualidade de cada paciente.

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