A imagem ilustra os rins de um ser humano

Litíase urinária é grave? Como funciona o tratamento?

A litíase urinária pode levar a complicações como a insuficiência renal. Descubra quando é importante procurar tratamento médico e quais os sintomas.

Litíase urinária, que popularmente é conhecida como “pedras nos rins”. A cada ano mais de 500.000 pessoas procuram os serviços de emergência com sintomas de cálculos renais.

A litíase urinária é o problema mais comum entre as doenças do trato urinário, sendo mais comum em mulheres do que homens, ainda não há dados que comprovem cientificamente, mas acredita- se que fatores dietéticos estão diretamente relacionados a isso. Acompanhe este post para saber mais sobre o assunto.

O que é litíase urinária?

Os cálculos renais são depósitos pequenos de minerais que se formam no sistema urinário. Eles podem permanecer no rim ou deslocar-se para baixo do trato urinário. Entretanto, nem sempre se formam no rim, em algumas situações podem surgir no ureter, bexiga ou mesmo na uretra.

A urina é constituída de água e vários elementos. O ideal é que esta solução (urina) seja equilibrada entre todos seus componentes. Quando ocorre o desequilíbrio da quantidade destas substâncias, aumenta consideravelmente o risco de formação das pedras.

Existem basicamente, quatro tipos básicos de cálculos urinários, são eles:

  • cálculos de oxalato de cálcio;
  • cálculos de fosfato de cálcio;
  • cálculos de urato (ácido úrico);
  • cálculos de cistina. 

Pedras de oxalato são os tipos mais comuns, podem ser causadas por alimentos com sal, com oxalatos e alguns medicamentos. Outras causas genéticas e, assim como outros tipos de problemas renais. Cálculos de urato podem estar relacionados a ingestão em grande quantidade de proteína animal ou pela predisposição genética do indivíduo. Os cálculos de cistina são muito raros e são causados por uma doença renal genética chamada cistinúria.

Sintomas

Pedra nos rins muitas vezes não causam nenhum sintoma e ficam sem diagnóstico por muitos anos. Quando uma pedra desloca-se do rim para a bexiga através do ureter, geralmente é nesse momento que a dor é intensificada e se apresenta como uma dor tipo cólica “cólica renal”.  

Esses sintomas são provocados por causa da interrupção súbita do fluxo de urina que leva a um aumento da pressão no sistema urinário e consequentemente a dor intensa na região lombar (costas) e que não melhora com a mudança de posição. Essa dor pode irradiar para o abdômen, a virilha ou testículos.

Pode haver presença de sangue na urina e, em casos um pouco mais atípicos, se manifestam sintomas característicos de uma infecção urinária, como ardência na hora de urinar ou necessidade de urinar diversas vezes. 

Apesar de raro, a febre é um sinal de alerta, pois pode ser indício de que existe alguma infecção associada.

Litíase urinária é grave?

A litíase urinária pode ser uma condição grave, uma vez que os cálculos podem bloquear o fluxo de urina e causar dor intensa. Se não for tratada, a litíase urinária pode levar a complicações como a infecção do trato urinário ou a insuficiência renal. Por isso, é importante procurar tratamento médico assim que os sintomas surgirem.

Tratamento

Para definição do tratamento, o urologista levará em conta uma série de fatores:

1) tamanho e localização da pedra;

2) Consequências geradas pela presença dos cálculos como obstrução, dor ou infecção;

3) grau de dureza da litíase;

4) Antecedentes do paciente (se já operou alguma vez para retirar pedra, se já eliminou espontaneamente, etc.).

A partir destas informações, o tratamento poderá ser conservador: observação e acompanhamento com exames e consultas periódicas, como também poderá identificar a necessidade de fazer alguma intervenção cirúrgica ou procedimento. Atualmente, mais de 95% dos casos de litíase urinária são tratados através de técnicas endoscópios que permitem entrar na via urinária, visualizar os cálculos e removê-los. 

É muito importante procurar um médico especialista ao identificar os primeiros sintomas e fazer o tratamento adequado da litíase urinária, como também realizar o seguimento periódico, pois as pedras podem ressurgir a qualquer momento.

Dr. Rodrigo Freddi

Urologista em São Paulo desde 2012, graduado e pós-graduado pela USP com especializações internacionais no Memorial Sloan Kettering e em Harvard. Membro da SBU e ex-preceptor do HC-FMUSP, oferece atendimento exclusivo e focado na individualidade de cada paciente.

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